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Logística para pequenas empresas

20 de março de 2020
Quando você pensa em estratégia logística em empresas brasileiras, qual é a imagem que lhe vem à cabeça?
Para muitas pessoas, a resposta é um empreendimento com estrutura de grande porte, um vasto portfólio e um elevado fluxo de entrada e saída de mercadorias.
 
Realmente, grandes empresas precisam de soluções logísticas e de armazenagem bem estruturadas para dar suporte a toda a operação. Mas elas não são as únicas: a logística para pequenas empresas também é essencial, pois permite que o negócio se desenvolva através de boas práticas de organização institucional. 
 
No entanto, apesar da sua importância, muitas vezes a logística é deixada de lado nos pequenos empreendimentos. Isso acontece por causa do seu elevado custo de transporte, armazenamento e distribuição. Esse é, infelizmente, um comportamento nacional — o Brasil aplica menos de 0,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a logística. Em comparação com outros países em desenvolvimento, temos a Rússia, que repassa 7%; a Índia, 8%; e a China, 10,6%.
 
Surge, então, a dúvida: como podemos usar a estratégia logística em empresas brasileiras de pequeno porte? 
 
O que são as pequenas empresas?
Antes de tudo, é preciso entender o que configura uma pequena empresa e o que a difere da microempresa. Em 2006, foi instituída a Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que prevê o tratamento diferenciado e favorecido à microempresa e à empresa de pequeno porte. 
 
Apesar de ter sofrido alterações ao longo dos anos, o objetivo desta lei é colaborar para o desenvolvimento e a competitividade das microempresas e empresas de pequeno porte brasileiras. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entende que esta é uma maneira eficaz de gerar emprego e promover a distribuição de renda, inclusão social, redução da informalidade e fortalecimento da economia.
 
De acordo com o Sebrae, o critério principal de diferenciação é a receita bruta: 

 
Microempresa: sua definição engloba sociedade empresária, sociedade simples, empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário, devidamente registrado nos órgãos competentes, ganhando até R$ 360 mil de receita bruta anual. 

 
Empresa de pequeno porte: sua definição engloba aquelas que não perderão o seu enquadramento enquanto se obter adicionais de receita ou exportação, até o limite de R$ 480 mil. 
 
Qual é a importância da logística para as empresas?
Entendemos logística como a operação integrada para gerir a cadeia de suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada. Esse conceito surgiu da necessidade de reduzir custos e aumentar a competitividade do negócio, além de atender às necessidades do cliente. 
 
Ou seja: a logística é a execução do controle de todas as atividades ligadas à aquisição de materiais para a formação de estoques, desde o momento de sua concepção até seu consumo final.
 
Com essa definição em mente, é fácil entender a importância da logística dentro das pequenas e médias empresas (PMEs). O conjunto de tarefas, que vão desde o recebimento do produto até a sua embalagem, garante a satisfação do cliente, visto como principal fonte de faturamento. Sem isso, poucas são as chances do negócio prosperar a longo prazo. 
 
Quais são os principais desafios de logística para pequenas empresas?
Com os conceitos aprendidos no tópico anterior, os gestores precisam encarar o processo logístico como um grande encadeamento de ações que visa potencializar os resultados da empresa. Logo, falhas nos processos acabam resultando em grandes prejuízos para a empresa. 
 
Saiba quais são alguns dos principais desafios de logística para pequenas empresas e como superá-los.
Transporte
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a qualidade rodoviária brasileira tem média de 2,8. Esse número está abaixo do índice mundial, que chega a 3,9. Logo, o transporte é um dos principais desafios de logística pois as estradas deterioradas dificultam a operação e encarecem os fluxos. 
 
Afinal, as empresas precisam investir muito mais na sua frota para garantir que os produtos sofram o mínimo de danos durante o percurso. E mesmo assim ainda ocorrem riscos de avaria, que acabam gerando mais prejuízos. 
 
Uma forma de superar este desafio é manter centros de distribuição em locais estratégicos. Ou seja: perto das principais rodovias do país ou dos polos de comercialização dos produtos. Assim, você diminui os custos de transporte e minimiza as chances de perda ou quebra de produtos.  
 
Fornecedores
Sempre reforçamos a importância de encarar os fornecedores como parceiros estratégicos do seu negócio. Essa afirmação ganha mais potência nas pequenas empresas, que precisam potencializar ao máximo seus negócios em busca do diferencial competitivo. 
 
Antes de fechar negócio, faça uma pesquisa detalhada sobre os principais concorrentes do mercado. Sua escolha deve ser baseada no melhor custo-benefício e a nossa recomendação é que você opte por aqueles que ofereçam soluções customizadas, ou seja, que pensem nas necessidades da sua empresa e criem projetos que atendam a esses quesitos.
 
Armazenagem
Outro ponto que requer a análise estratégica dos gestores de pequenas empresas é a armazenagem. Desde a escolha do tipo de estrutura que melhor atenderá a operação do seu negócio, até o momento de organizar os produtos, deve-se levar em consideração a capacidade de giro daquele item e quanto tempo ele pode ficar estocado. Uma avaliação equivocada pode acarretar em sérios problemas no dia-a-dia da operação, como por exemplo: a armazenagem incorreta de produtos perecíveis, aumenta o risco de a data de vencimento expirar. Por isso, o ideal é ter uma gestão eficaz dos sistemas de armazenagem. Contrate soluções que facilitem a estocagem de produtos e mantenha um equilíbrio entre atender as demandas dos clientes e minimizar o número de mercadorias sem giro.
 
Gestão
Por fim, um dos desafios da logística para pequenas empresas é gerir todo o fluxo de informações e processos. A pessoa responsável por isso precisa estar sempre atenta às tendências do mercado, procurando novas formas de integrar trabalho humano com automatização para maximizar os resultados. 
 
As grandes empresas costumam usar softwares específicos para este fim, mas as PMEs nem sempre possuem orçamentos que englobam esses programas. Nestes casos, o uso de planilhas no Excel ou Google Sheets pode ser benéfico se a pessoa souber usá-las ao seu favor.
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